Quase lá.

É isso, agora vamos de vez, estamos quase lá.

O nosso processo foi especialmente longo. Demorado no consulado e foi adiado por nós até quase o limite, vem se arrastando desde 2007, já são quase 4 anos. Nosso landing foi feito no ano passado, já temos todos os documentos em mãos (PR Card, SIN, Health Card, etc), já sentimos o frio de lá, Gabi já estudou 2 meses em uma escola, já começamos a procurar emprego e sabemos exatamente o que vamos encontrar. Sabemos que não vai ser fácil, mas vamos curtir cada momento.

A ansiedade está grande. Eu, particularmente, não esperava que isso fosse me abalar dessa forma, tenho dormido menos e mal. Ficam sempre diversas idéias, sensações, pendências, dúvidas e alegrias na cabeça e não conseguimos dormir direito. Raquel é ainda mais ansiosa.

Gabi acabou de ir para o último dia de aula aqui no Brasil, amanhã nós vamos fazer uma despedida com amigos e família. Terça dia 17 de maio, embarcamos para Calgary. Já estava na hora.

Muito obrigado a todos que tem nos passado sentimentos positivos e que, de alguma forma, tem ajudado no processo todo.

Próxima semana conto como foi a viagem.

Abraços.

PS . Acabei de aprovar aqui uns 50 comentários que se acumularam desde janeiro. Eu sinceramente não tenho como ler, nem responder, tudo agora, mas quero gradualmente retomar esse Blog para deixar os que estão aqui bem informados sobre nossas conquistas por lá. Quem sabe mudo o template que já está aí desde 2007…

 

Passagens compradas

Compramos hojes as passagens. Foram 3 passagens para Calgary, em maio de 2011, atencipamos quase 1 mês na nossa viagem, que estava programada para meados de junho. Usamos algumas milhas e tudo saiu em torno de R$ 5.300,00.

A viagem toda será bem cansativa. Sairemos de Fortaleza por volta do meio dia, chegando em SP as 15:30 hs. As 20:00 hs o avião parte para Toronto e chegando lá ainda pegamos um voo para Calgary. Esse último trecho demora 4 hs e é feito em um avião apertado, de linha aérea doméstica. Em torno de 20 hs de viagem no total. Imagino que serão 20 hs onde todos os pensamentos e sensações do mundo ficaram girando nas nossas cabeças, sem parar.

As expectativas sào as melhores possíveis e estou gradualmente voltando meu foco totalmente para o Canadá, para a viagem, a transição e a nova vida por lá.

Estamos empolgados, foi um passo muito importante e esperado.

Faltam menos de 6 meses.

Abraços

Daniel

A decision has been made.

Resolvi olhar como estava o clima em Calgary hoje. Raquel havia me dito que tinha muita neve por lá e temperaturas bem baixas. Realmente, está fazendo algo em torno de -10C de temparatura e uns 10cm de neve por lá. Me deu um frio na barriga…

A sensação não foi pela neve ou temparatura, mas pela constatação de que estamos chegando perto da nossa mudança. Chegamos do Canadá no fim de abril, decididos a voltar para lá em um ano depois de finalizados trabalhos, contratos e etc. Nossa viagem está marcada para junho de 2011.Vamos para Calgary, provavelmente.

Não parece, mas falta muito pouco tempo.

Little by Little, You´re There.

Nós estamos prestes a deixar Calgary. Completamos nossa viagem de prospecção, que durou 2 meses e nossas impressões são as melhores possíveis.

Chegamos aqui ainda em Fevereiro e encaramos diversas fases do processo de adaptação que todos os imigrantes passam quando chegam aqui, tudo devidamente amenizado pelo fato de contarmos com a ajuda de amigos que já moram no Canadá.  Conseguimos nossos PR Cards, SIN Cards (CPF Canadenses), Alberta Health. Abrimos conta em banco, dirigimos, passeamos de ônibus, vimos neve, frio, calor, sol, chuva… deu pra sentir um pouco de tudo. Gabi, nossa filha, teve até uma amostra de como é a escola canadense.

Viemos para Calgary com intenção de, nesses dois meses, conhecermos outras cidades canadenses. Queríamos também tentar um emprego, só para ver como seria a experiência. Eu, tinha uma lista de lentes e cameras que iria comprar para meu business de fotografia. Issotudo acabaou ficando fora dos planos logo que chegamos. Nosso foco agora é juntar dinheiro e amadurecer a idéia de morar aqui no futuro. As dúvidas que eu tinha, as frutrações em relação ao longo processo de imigração, a falta de motivação, tudo ficou mais simples quando cheguei aqui.  A motivação agora está a todo vapor.

Como falei, nossa experiência foi a melhor possível. As expectativas foram todas superadas, positivamente. O frio que pegamos não chegou a ser um problema de outro mundo, a neve é linda. A comida não é ruim, a lojas vendem de tudo, o café é bom, o arroz também, supermercados são um show a parte. Os serviços públicos funcionam, achei tudo simples e eficiente. Aqui é bom para compras certas coisas, como roupas ou eletrônicos, mas comida é caro.

Para resumir, vou falar de duas  impressões que tive e que me deixaram satisfeito, com vontade de voltar para morar.

1. De forma geral, a impressão que tive do Canadá, comparando com o Brasil, é de que aqui a civilização deu certo. As coisas funcionam como devem funcionar, a população entende que vive em uma comunidade e respeita o espaço dos outros, respeita a cidade. Isso é visível visitando os parques, andando de ônibus, andando a pé, dirigindo, visitando as escolas. Rregras respeitadas, como deve ser. Essa é só uma impressão que tive, uma opinião pessoal.

2. Amigos nossos que moram aqui estão bem, muito bem. Todos passaram por uma fase complicada no início. Todos encararam as dificuldades e conseguiram seu lugar. Todos ainda estão em pleno processo de crescimento e adaptção. Todos visivelmente felizes. Isso marcou bastante e superou muito as minhas expectativas.

Poderia ficar horas escrevendo aqui, tem muita coisa interessante pra contar. Vou tentar falar mais sobre a experiência em breve. Agora preciso pegar o avião para Fortaleza.

Pra ficar registrado, online, no blog.

Temos grande admiração e somos muito gratos a família Carvalho que nos abrigou e deu o suporte necessário para essa experiência ter sido tão boa quanto foi. O tratamento que tivemos aqui foi 10 estrelas, impecável. Isso não tem preço. Nos consideramos pessoas de extrema sorte por ter amigos assim iluminando nosso caminho.

Agradecemos também ao Karlson, Josy e Sarah, em especial, e a todos os outros amigos que nos receberam em suas casas e nos passaram um pouco de suas experiências.

Muito obrigado, de coração.

Abraços

Daniel

A quantas anda nosso processo.

Bem, faz tempo que não posto aqui. Também faz bastante tempo que não me envolvo muito com as coisas relacionadas ao Canadá. Muita coisa aconteceu do último post pra cá, nem sei por onde começar….na verdade, sei sim…

Nosso processo…. terminou. A duras penas, demorado, sofrido, mas foi concluído como deveria. Fizemos os exames médicos, enviamos passaportes, pagamos as últimas taxa e recebemos os passaportes carimbados com os vistos. Isso aconteceu no meio do ano passado, acho que em maio. Fizemos os exames médicos em abril/2009, se não me engano e o preocesso foi concluído no meio de junho, depois de 2 anos (14/06/2007 – 18/06/2009).

Ainda estamos morando no Brasil, nada de Canadá por enquanto.

Nesses 2 anos e 1/2 em que o processo ficou cozinhando, muita coisa aconteceu. Estou comprometido com o trabalho até março de 2011, no mínimo, portanto, até lá, qualquer mudança definitiva está fora de cogitação. As vide se ajustou por aqui, tenho trabalhado com algo que gosto e perdi muito do interesse em relação ao Canadá. Já a Raquel… ainda que muito ir, e nem pensa em deisitir. Ficamos então nessa situação complicada, com os dois querendo coisas diferentes, e nossa vida em cima do muro.

Até agora, nada ainda foi decidido, mas, em breve será… Iremos ao Canadá, agora no fim de Fevereiro e ficaremos dois meses. A idéia é fazer um test-drive do país, do dia-a-dia, sentir o frio, etc. Em maio, quando voltarmos, a decisão de seguir com a imigração, ou esquecê-la de vez, será tomada.

Vamos ficar em Calgary, próximo aos amigos que já estão por lá. Iremos em 25 de fevereiro e só retornamos no fim de abril. Acredito que a experiência será muito boa, em vários aspectos…

Vou tentar, se a motivação vier, voltar a atualizar o Blog, talvez com nossa dúvidas em relção a viagem, landing, e depois com as impressões, fotos, etc, sobre o país. Vamos fazer um landing normal, tirar documentos lá, abrir conta em banco, etc, mas por enquanto só ficaremos dois meses.

A timeline foi atualizada com as datas que faltavam.

Mil desculpas pela falta de notícias aqui.

Abraços

Daniel

Email, pedido de exames e um punhado de dúvidas…

No último dia 23 de março, o consulado resolveu  dar o ar da graça e nos mandou um email. O email já era esperado e pede atualização de dois formulários, antecedentes criminais e comprovação de fundos. Os fomulários e os antecedentes serão tranquilos, já os fundos… a gente resolve.

O pedido de exames também chegou, quase agora, hoje, dia 02 de abril de 2009, 1 ano e 2 meses depois que enviamos os documentos, e com 22 meses de processo em andamento. Se tivesse chegado ontem, eu teria rasgado, pensando que era piadinha da Maria João com o primeiro de abril. Sorte nossa, chegou hoje!

O fato é que muitas coisas mudaram, e o Canadá foi ficando de lado. Agora com a “Coisa” querendo ressucitar, teremos que conversar bastante e tomar decisões importantes sobre o rumo das nossas vidas. Tenho que admitir que nesse momento, eu e Raquel estamos pensando de formas completamente opostas sobre o processo. Eu vejo como problema e ela como solução… : )

Vamos com calma, um dia de cada vez, finalizar o processo, e só então refazer os planos A, B , C, etc, reprogramar a mente, reforçar a poupança, e rezar para tudo dar certo no final, aqui, ou lá.

Juro que se eu soubesse que seria tão complicado essa história de imigração, nunca teria entrado no processo.

E uma coisa é certa, não quero mais melar as coisas aqui por causa desse processo. Se ele morrer, me isento completamente da culpa. O sonho de ser feliz, continua e independe completamente do lugar onde viveremos.

Para os que gostam de fazer contas, nosso processo é de Junho de 2007. Sei de amigos que entraram depois de fevereiro de 2008 e que já receberam os pedidos de exame também, um mês e pouco depois do envio de documentos,  já pelo processo novo.

Abraços

Daniel

Sicko, Canada e o Brasil

Ontem assisti ao filme Sicko, um documentário, do famoso Michael Moore, sobre o sistema de saúde americano. O filme já deve ter quase 1 ano, ou mais, e eu, por algum motivo estranho, não havia asisitido. Eu gosto dos filmes dele. São tendenciosos e apaixonados, mas sempre deixam questionamentos no ar e mexem com assuntos delicados e importantes. Durante esse filme ele compara alguns países e seus sistemas de saúde. O Canadá aparece de uma forma bem positiva, quase como algo perfeito.

Todos nós que estamos no processo de imigração, sabemos das deficiências do sistema de saúde canadense, e também das qualidades. Sei que o Canadá não é o paraíso nesse quesito, mas fiquei bem curioso para saber como isso era retratado no ranking da Organização Mundial de Saúde, citado no filme, e principalmente, como ele se comparava ao Brasil.

Dos países que ele cita no filme, realmente França e Reino Unido se destacam, e o Canadá está em 30o. lugar. Os EUA, que parecem o inferno no filme, estão em 37o, e Cuba em 39o. E o Brasil ? Ele está lá na posição 125o. do total de 191 países. Perfeito, não ?

Durante esse processo de imigração ficamos sempre especulando, criando imagens e conceitos a respeito do Canadá. Temos o Brasil como referência, e essas imagens que criamos são de certa formas relativas ao que temos aqui. Comparações são inevitáveis, mas as vezes me questiono se realmente é possível comparar o Canadá ao Brasil. Sobre o sistema de saúde, por exemplo, alguém pode argumentar que prefere morar no Brasil, pagar Unimed, e ter atendimento melhor do que o que encontrará, ou encontrou, no Canadá. Muito justo isso, mas é um ponto de vista totalmente egoísta. É a “Lei de Gerson”, aplicada em sua forma disfarçada. E o resto ? E os outros, que são grande maioria, e não podem pagar plano de saúde ? Que se lasquem, eu tenho minha Unimed, eu me dei bem, isso é o que importa. Será ?

Na minha opinião, se pensarmos como um cidadão que faz parte de uma comunidade, esse argumento de Unimed se desfaz. Eu sinceramente acredito que é aí que está a diferença, essa noção de comunidade, que se reflete e se enraiza em todos os aspectos da sociedade. É esse o grande argumento que me levou a alimentar e a tocar esse projeto para a frente. São valores mais sólidos que, acredito, farão bem a minha família.

Abraços.

Daniel